segunda-feira, 13 de novembro de 2017

LER/DORT


  • HÁ NOVAS DESCOBERTAS QUE POSSAM MUDAR A INTERPRETAÇÃO ATUAL DA LER/DORT?
    É possível achar em alguns trabalhos científicos e análises de especialistas que passaram a evidenciar a associação de muitos casos de LER/DORT com fatores sociais, familiares, econômicos e com o estresse ou a insatisfação no trabalho, inclusive de casos de lombalgia e outras dores nas costas decorrentes do trabalho. Isso explicava porque muitos, mesmo não envolvidos na execução de trabalhos repetitivos, apresentavam sintomas parecidos. 
      O chamado modelo biopsicossocial passou a ser mais aceito na comunidade científica envolvida com esses problemas musculoesqueléticos e de dor crônica mal esclarecida. Os fatores mecânicos (repetição, força, posturas) continuavam presentes, mas tiveram sua importância reduzida frente a outros fatores tão ou mais importantes (insatisfação no trabalho, depressão, ansiedade ou problemas pessoais, por exemplo). 
     O modelo biopsicossocial explicava melhor as características comuns desse grupo de pacientes, inclusive sua característica litigante frequente. Passou-se a demonstrar que LER/DORT se referia a várias doenças diferentes, sem relação com o trabalho, enfatizando-se que deviam ser devidamente identificadas, individualizadas e tratadas.  Algumas delas ocorrem com maior frequência. Há estudos demonstrando que um grande número delas pode ter relação com a depressão ou com a ansiedade, como a fibromialgia e a síndrome miofascial, contabilizando em torno de 60%-70% de diagnósticos equivocados e incluídos como LER/DORT. Isso corrobora tanto a adequação do modelo biopsicossocial quanto a crescente impropriedade do uso de uma sigla única. 

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